Amor Quote by Miguel Torga
““Desço aos infernos, a descer em mim. Mas agora o meu canto não perfura O coração da morte, À procura Da sombra Dum amor perdido. Agora É o repetido Aceno Do próprio abismo Que me seduz. É ele, embriaguez nocturna da vontade, Que me obriga a sair da claridade E a caminhar sem luz. Ergo a voz e mergulho Dentro do poço, Neste moço heroísmo Dos poetas, Que enfrentas confiantes O interdito Guardado por gigantes, Cães vigilantes Aos portões do mito. E entro finalmente No reino tenebroso Das minhas trvas. Quebra-se a lira, Cessa a melodia; E um medo triste, de vergonha e assombro, Gela-me o sangue, rio sem nascente, Onde o céu, lá no alto, se reflecte, Inútil como a paz que me promete.””
About This Quote
Source Poem: Unknown, Portuguese, 20th century
The poet descends into darkness, confronting inner turmoil and the abyss, seeking meaning amid fear and loss.
In simple terms: Facing inner darkness and searching for meaning.
Embrace the journey through fear.
Themes
Mood
Type
When to use this quote
- personal reflection
- creative writing
- mental health coping
- artistic inspiration
Key Concepts
Questions to Reflect On
- What darkness do you avoid?
- How can you transform fear into purpose?
The abyss may overwhelm, leading to paralysis.