““São letras as que de dor por vezes Traçamos, e entretanto: as sombras são silenciosas, que investem contra a parede dos sonhos. São gestos do tempo os que na estação das rosas suspeitávamos: longe do rosto, lá fora, crescem coisas a que sem saber nos destinamos. Ontem, ontem foi que fora do tempo adivinhávamos como as palavras se calam. Hoje distribuímos o gelo pelas caladas coisas, Como anteciando o que só a nossa noite inclina. Amanhã acendemos as luzes da terra, para que o ar saiba onde pode renascer.””