Desço aos infernos, a descer em mim. Mas agora o meu canto…
““Desço aos infernos, a descer em mim. Mas agora o meu canto não perfura O coração da morte, À procura Da sombra Dum amor perdido. Agora É o repetido Aceno Do próprio abismo Que me seduz. É ele, embriaguez nocturna da vontade, Que me obriga a sair da claridade E a caminhar sem luz. Ergo a voz e mergulho Dentro do poço, Neste moço heroísmo Dos poetas, Que enfrentas confiantes O interdito Guardado por gigantes, Cães vigilantes Aos portões do mito. E entro finalmente No reino tenebroso Das minhas trvas. Quebra-se a lira, Cessa a melodia; E um medo triste, de vergonha e assombro, Gela-me o sangue, rio sem nascente, Onde o céu, lá no alto, se reflecte, Inútil como a paz que me promete.””
About This Quote
This interpretation was drafted with AI assistance. It is one reading of the quote, not the author's own explanation.
The poet descends into darkness, confronting inner turmoil and the abyss, seeking meaning amid fear and loss.
In simple terms: Facing inner darkness and searching for meaning.
Embrace the journey through fear.
Themes
Mood
Type
When to use this quote
- personal reflection
- creative writing
- mental health coping
- artistic inspiration
Key Concepts
Questions to Reflect On
- What darkness do you avoid?
- How can you transform fear into purpose?
The abyss may overwhelm, leading to paralysis.