““Sou nada" O alvor e a brancura ressaltam da calçada. O crepitar das castanhas, O sublime tremor do profundo. O correr das persianas. É o acordar do Mundo. Recostada numa humilde casa, cujas paredes enfatizam a luz que irradia do recém nascido dia, uma pálida figura, tocando numa velha guitarra, tarda sua fatal fortuna. E eu, cambaleando insegura, em comunhão com o desafinar do obsoleto instrumento, me arrasto p'las ruas da amargura. Sou a sombra do que fui. E as memórias? Essas... são como epitáfios dos dias que já morreram, vítimas do desfiar desenfreado do tempo. Dias como este, que brilham com a intensidade de um primeiro amor. Nada é imune à sombra.””